COP 26: entenda o papel do governo para incentivo de energia limpa

COP 26: entenda o papel do governo para incentivo de energia limpa
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Na COP 26, o Brasil manteve seus compromissos de desmatamento e de neutralidade climática. Entenda o papel do governo para ações sustentáveis.

A 26ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas — COP 26 — aconteceu em Glasgow, na Escócia. O evento teve início no dia 31 de outubro e ocorreu até o dia 13 de novembro. A conferência reuniu representantes de vários países para discutir o aquecimento global, o uso dos combustíveis fósseis, mercado de carbono e ações para uma transição energética mais eficiente.

Durante os dias do evento, os representantes trataram de ações para melhorar o meio ambiente e o clima, por meio de ações de desenvolvimento, preservação e opções de mitigação de emissão de gases que provocam o efeito estufa. Ao fim do encontro, 197 países assinaram um acordo climático. Um dos pontos de destaque foi a exigência da redução gradual do uso do carvão e dos subsídios ineficientes aos combustíveis fósseis.

A presença do Brasil na COP 26

O Brasil foi representado na COP 26 pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, que participou do evento apresentando desafios do país e buscando ações em conjunto para propor soluções. O ministro apresentou algumas propostas já em ação, chamado crescimento verde, que propõe geração de emprego e a transição para uma economia sustentável até 2050.
Parte dessa mudança passa pela criação do mercado de carbono no país e o aumento para o financiamento da transição energética. Uma das demandas do Brasil no evento foi uma maior participação financeira dos países desenvolvidos na ajuda de obtenção das metas dos países em desenvolvimento.

O Brasil conta com uma grande vantagem, pois possui uma matriz energética limpa com amplo uso de energia renovável, que vai ajudar no atingimento de metas. Muitos países esperam alcançar as reduções até 2050, sendo que aqui isso já é um caminho sendo trilhado.
Agora, a meta é se beneficiar disso com o mercado de carbono. Afinal, é possível que o país se torne um exportador de crédito de carbono para aqueles países que não conseguirem atingir os seus objetivos.

Somente no ano de 2020, a economia de crédito de carbono movimentou mais de 229 bilhões de euros ou um trilhão de reais. Segundo a projeção feita pela WayCarbon, o Brasil pode gerar até US$ 100 bilhões em receitas de crédito até 2030.

O mercado de carbono no Brasil

Crédito de carbono é um certificado que atesta e reconhece a redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE), responsáveis pelo aquecimento global. Assim, um crédito de carbono equivale a uma tonelada desses gases que deixam de ser lançados na atmosfera.
Os títulos gerados podem ser negociados com governos ou empresas que têm metas obrigatórias de redução de emissão de GEE, definidas por leis ou tratados internacionais, e vendidos no mercado de carbono. A venda dos créditos excedentes serve quando economicamente ou fisicamente é inviável que um país/empresa reduza suas poluições.

No Brasil, o Projeto de Lei 528/21 tem o objetivo de criar o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), que vai regular a compra e venda de créditos de carbono no país. O PL propõe a criação de dois sistemas, o mercado regulado e o mercado voluntário. No primeiro caso, o MBRE é responsável pela negociação de compra e venda.

No segundo caso, o Brasil tem o objetivo de participar do mercado internacional. Inclusive, a equipe de negociadores brasileiros conseguiu incluir no acordo final da COP 26 a criação do mercado de carbono. Dessa forma, fica instituído a criação de um Órgão Supervisor na ONU com competência de intermediar a compra e venda dos créditos.

Portanto, a regulamentação do mercado de carbono no Brasil simboliza o compromisso internacional com combate ao risco climático do planeta e pode gerar uma grande oportunidade de negócios para vários setores da economia. Para saber mais sobre as mudanças climáticas, leia o conteúdo no blog.

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