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Descarbonização industrial: como funciona e quais tecnologias podem reduzir as emissões?

A descarbonização industrial exige combinar eficiência energética, eletrificação, fontes renováveis, biometano, hidrogênio de baixa emissão, novos processos produtivos e, em determinadas atividades, captura e armazenamento de carbono. A escolha das soluções depende das características de cada planta, das temperaturas exigidas pelos processos, das matérias-primas utilizadas, da infraestrutura disponível e do custo da energia. No Brasil, a elevada participação de fontes renováveis cria vantagens importantes, mas não elimina os desafios tecnológicos e econômicos.
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O novo gargalo da transição energética: renováveis avançam mais rápido que redes e armazenamento

O novo gargalo da transição energética: renováveis avançam mais rápido que redes e armazenamento

A expansão mundial das energias renováveis atingiu um novo recorde em 2025, mas a velocidade ainda precisa aumentar significativamente para que a meta global de triplicar a capacidade instalada até 2030 seja alcançada. Novo relatório apresentado durante a Climate Week NYC estima que o mundo deverá adicionar aproximadamente 1,2 TW de capacidade renovável por ano entre 2026 e 2030. O documento também evidencia uma transformação importante na transição energética: à medida que solar e eólica crescem rapidamente, redes de transmissão e distribuição, armazenamento, flexibilidade e capacidade de conexão tornam-se fatores determinantes para definir quanto dessa nova geração poderá efetivamente ser incorporada aos sistemas elétricos.
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Descarbonização: por que reduzir emissões exige transformar todo o sistema de energia

Descarbonização: por que reduzir emissões exige transformar todo o sistema de energia

A expansão das fontes renováveis avançou em ritmo recorde, mas as emissões globais relacionadas à energia ainda alcançaram um novo máximo em 2025. Essa aparente contradição ajuda a explicar por que descarbonização não significa simplesmente instalar mais energia solar e eólica. O processo envolve transformar a produção e o consumo de energia, reduzir o uso de combustíveis fósseis, aumentar eficiência, eletrificar atividades, controlar emissões de metano e criar instrumentos capazes de medir e atribuir valor econômico às emissões evitadas.
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Biogás ganha novo papel estratégico no sistema elétrico brasileiro

Biogás ganha novo papel estratégico no sistema elétrico brasileiro

A expansão acelerada das fontes solar e eólica está modificando a forma como o sistema elétrico brasileiro precisa ser planejado e operado. Nesse ambiente, o biogás começa a ser observado não apenas como uma alternativa para aproveitamento energético de resíduos, mas como uma fonte renovável capaz de produzir eletricidade de forma controlável. A defesa da inclusão de usinas de biogás de aterros em futuros mecanismos de contratação voltados às necessidades operacionais do sistema amplia uma discussão que até agora vinha sendo conduzida principalmente em torno das baterias. O debate não coloca as tecnologias em oposição. Ao contrário, mostra que uma matriz com participação crescente de fontes variáveis deverá combinar armazenamento, geração renovável despachável, biomassa, hidrelétricas, redes e gestão da demanda para manter segurança e eficiência.
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Excesso de energia renovável expõe novo desafio do sistema elétrico brasileiro

Excesso de energia renovável expõe novo desafio do sistema elétrico brasileiro

O segundo acionamento, em 23 de agosto, do Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição expôs um desafio que tende a ganhar importância à medida que a matriz elétrica brasileira se torna mais renovável e descentralizada. O país continua projetando forte crescimento da demanda por eletricidade, mas já enfrenta períodos em que a geração disponível supera a capacidade momentânea do sistema de absorver essa energia com segurança. O fenômeno desloca o debate da simples expansão da capacidade instalada para uma agenda mais ampla, que envolve armazenamento, resposta da demanda, transmissão, digitalização das redes, inversores inteligentes e gestão ativa dos recursos energéticos distribuídos.
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Biometano entra em nova fase no Brasil e avança como instrumento de descarbonização do setor energético

Biometano entra em nova fase no Brasil e avança como instrumento de descarbonização do setor energético

O biometano brasileiro entra em 2026 em uma fase decisiva. A criação de uma meta compulsória para o mercado de gás natural, a regulamentação dos Certificados de Garantia de Origem de Biometano e a atualização das regras de qualidade pela ANP começam a consolidar uma fonte renovável historicamente associada ao aproveitamento de resíduos como instrumento estruturado da política energética e climática nacional.
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Transmissão assume papel central na transição energética brasileira e mobiliza R$ 79,1 bilhões em novas expansões

Transmissão assume papel central na transição energética brasileira e mobiliza R$ 79,1 bilhões em novas expansões

O novo Programa de Expansão da Transmissão e Plano de Expansão de Longo Prazo, PET/PELP, do primeiro semestre de 2026 reúne R$ 79,1 bilhões em obras do Sistema Interligado Nacional que já foram recomendadas pelos estudos de planejamento, mas ainda não receberam autorização ou não foram licitadas. O conjunto prevê aproximadamente 20,5 mil quilômetros de novas linhas e 81,9 mil MVA de capacidade em subestações. Mais do que uma carteira de projetos, o documento mostra que a transmissão passou a ocupar posição estratégica na expansão do setor elétrico: sem rede suficiente, a geração renovável não consegue ser plenamente integrada, novos centros de consumo enfrentam limitações e a segurança operacional do sistema se torna mais complexa.
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Biometano, carbono e capacidade: os três movimentos que redefiniram o setor de energia no Brasil em 2026

Biometano, carbono e capacidade: os três movimentos que redefiniram o setor de energia no Brasil em 2026

Entre março e maio de 2026, o setor energético brasileiro viveu seu trimestre regulatório mais denso em anos. O CNPE fixou a meta do mandato de biometano e a ANP concluiu a regulamentação do certificado de origem (CGOB). O país realizou o maior leilão de reserva de capacidade da sua história, contratando 19 GW com investimentos de R$ 64,5 bilhões. E o Ministério da Fazenda apresentou a primeira proposta oficial de cobertura setorial do mercado regulado de carbono (SBCE), com cronograma de inclusão para energia e resíduos. Três decisões que, lidas em conjunto, formam o novo piso regulatório da transição energética no Brasil, com consulta pública do mercado de carbono marcada para julho e norma final esperada até dezembro.
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