Bioenergia: a energia do futuro

Bioenergia: a energia do futuro
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A bioenergia pode ser considerada a energia do futuro, pois ela tem o potencial de mudar o mundo por meio da transição energética.

O uso da bioenergia vem chamando atenção em todo mundo, afinal, ela possui um grande potencial de sustentabilidade, tornando-se alternativa para ajudar na transição energética.

Ao investir em bioenergia, é possível substituir fontes convencionais vindas de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural.

No Brasil, a bioenergia é produzida a partir de fontes primárias, como bagaço de cana-de-açúcar, parte residual de milho, cereais, frutas e outros vegetais. Sem falar da serragem, da maravalha, da lenha, da madeira, dos óleos vegetais (mamona e girassol) e dos dejetos orgânicos produzidos na pecuária.

No campo, por exemplo, há uma quantidade enorme de palha de cana deixada nas lavouras após a colheita e de bagaço após a moagem que podem ser utilizados para gerar energia. Ou seja, com a expansão da área plantada de cana, a produção de energia pode aumentar significativamente, sem, necessariamente, gerar resíduos ambientais.

O que é a bioenergia?

A bioenergia é a energia gerada a partir da biomassa e possui baixo custo de produção, além de ser um tipo de geração de energia limpa. A biomassa é uma matéria orgânica que pode ter origem vegetal ou animal, como o bagaço da cana-de-açúcar ou dejetos de suínos. Por causa da sua fonte, é considerada um recurso renovável e que pode ser convertido em bioenergia ou energia sustentável.

Hoje, a maior parte das fontes de energia utilizadas nas matrizes energéticas mundiais causam impactos negativos ao meio ambiente, pois são extraídas de combustíveis fósseis ou geram poluição em alguma parte do processo. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, somente 14% da matriz energética mundial vem de fontes renováveis. Por isso, a bioenergia é tão importante por trazer benefícios socioambientais e econômicos.

O futuro da bioenergia no Brasil

No País, a cogeração conta com 634 usinas com 19,57 GW de capacidade instalada, o que corresponde a 10,7% da matriz elétrica brasileira (182,1 GW). Atualmente, o principal produtor de bioenergia no país é São Paulo e as estimativas indicam que a energia da biomassa terá um futuro promissor, abrangendo 30% de toda a energia do mundo até 2050.

No país, o etanol produzido a partir de resíduos agroindustriais, como o bagaço da cana, já corresponde a mais da metade do consumo de combustível nacional. Em 2019, foi registrado um recorde da produção de etanol no país, dando protagonismo à biomassa como opções de fontes renováveis a se investir.

Nos próximos anos, o país deve expandir a produção de biodiesel, produzido a partir de óleos, como o dendê a soja. Além disso, a produção de biogás e biometano também despontam sendo substituições importantes ao gás natural, que podem ser obtidas de aterros sanitários, água residual e os dejetos animais.

Depois da participação do país na COP 26, o governo anunciou programas de incentivo à produção de bioenergia. Para incentivar a produção de biogás e biometano, o governo lançou o programa “Metano Zero” que pretende reduzir as emissões desse gás. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, com o reaproveitamento dos resíduos da produção agropecuária, resíduos de aves, suínos e produção sucroalcooleira, é possível reduzir em 36% a emissão de metano.

Assim, é possível concluir que investir em bioenergia traz lucratividade para as empresas, ajuda no atingimento de metas de descarbonização e dá correto descarte a vários resíduos que trazem impactos negativos ao meio ambiente. Gostou do conteúdo? Deixe o seu comentário no post.

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