O mercado de energia em 2022 no Brasil foi resiliente e teve a energia solar como uma das principais fontes de crescimento no ano. O setor elétrico passou por mudanças importantes dentro e fora do país.
As empresas têm buscado, cada vez mais, ações voltadas ao ESG. O conceito de ESG é uma abordagem que avalia como uma corporação trabalha em prol de objetivos para o meio ambiente, sociedade e governança. Ou seja, indo além da maximização dos lucros, outros fatores são analisados, que indiretamente também influenciam na segurança financeira da companhia.
A Conferência das Partes da Convenção-Quadrado das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP27, é uma das mais importantes conferências internacionais sobre conservação ambiental devido à sua ampla gama de assuntos e participantes.
O debate sobre as mudanças climáticas estimulou diversos países a procurarem medidas para frear esse avanço e, no Brasil, não foi diferente. Por isso, o mercado regulado de carbono foi criado no país com a intenção de desenvolver iniciativas para mitigar as emissões.
A transformação vivenciada atualmente faz com que governos, sociedade e empresas se adaptem e mudem sua forma de consumir e produzir para a manutenção do clima e meio ambiente. Com esse cenário, é fundamental que as empresas do setor de energia também realizem planejamento de investimento para a transição energética.
O uso dos biocombustíveis pelas empresas vem aumentando devido ao crescente comprometimento em se adequarem às boas práticas ESG, sigla de, em inglês, Environmental, Social and Governance, que consiste em um conjunto de práticas adotadas pelas companhias para a conservação do meio ambiente.
A bioenergia é a energia criada a partir da biomassa que pode ser utilizada tanto para a produção de eletricidade quanto para geração de calor e biocombustíveis. A biomassa é matéria orgânica que pode ser de origem animal ou vegetal. Ou seja, a bioenergia pode ser gerada a partir de várias fontes, tendo cada uma delas particularidades e eficiência diversa.
Com a necessidade de uma transição energética e o aumento dos custos energéticos devido à guerra da Rússia, os biocombustíveis baseados em resíduos sólidos se tornam uma solução para frear a crise e instabilidades geradas pela energia.
Nos últimos dez anos, a geração distribuída se desenvolveu no Brasil, inclusive no mercado das distribuidoras. Desde 2012, com a Resolução Normativa da ANEEL nº482/2012, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada, podendo também, fornecer o excedente gerado para a rede de distribuição.
Inicialmente, é fundamental compreender a diferença entre matriz energética e matriz elétrica. A primeira abrange todas as fontes disponíveis em um país, em um estado ou no mundo que atendem à demanda de geração total de energia. Já a segunda consiste somente no conjunto de fontes disponíveis para gerar energia elétrica, seja para residências, indústrias ou outras instituições.