É possível zerar as emissões de CO2?

É possível zerar as emissões de CO2?
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Além da redução das emissões, é preciso que outras ações, como investimentos em energia renovável e captura e remoção ocorram para zerar os níveis.

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os próximos três anos serão decisivos para zerarmos as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) até 2050.

Nos últimos anos, notícias de desastres naturais têm se intensificado. Incêndios devastadores, furacões e tsunamis, enchentes e picos de altas ou mínimas temperaturas provam que o aquecimento global está impactando o clima mundial. Desde a Revolução Industrial, a humanidade já lançou mais de 2 mil gigatoneladas de dióxido de carbono na atmosfera.

A ciência já provou que o nível de aquecimento global é diretamente proporcional ao volume de dióxido de carbono que as atividades humanas lançam na atmosfera. Assim, para que as mudanças climáticas se estabilizem, as emissões globais de carbono precisam cair para zero. Quanto mais isso demorar para acontecer, mais mudanças climáticas — algumas irreversíveis — vão acontecer.

O que é emissão zero de carbono?

Atingir a emissão zero de carbono significa que o volume de gases do efeito estufa lançados na atmosfera é igual ao volume removido da atmosfera. Para que isso seja alcançado, é possível que as empresas e países reduzam as emissões, compensem e removam o carbono da atmosfera.

Além de reduzir as emissões, é fundamental que outras estratégias estejam associadas. Um estudo científico realizado por pesquisadores Noruegueses e publicado na revista Nature Scientific Reports, relata que apenas reduzir ou cessar as emissões de gases do efeito estufa não irá combater o aquecimento global.

Segundo o estudo, a humanidade está além do irreversível quando se trata de deter o derretimento de geleiras usando a redução dos gases do efeito estufa como única ferramenta. Por isso, retirar CO2 e optar por energias renováveis é importante.

A bioenergia com saída para zerar emissões de CO2

De acordo com a International Renewable Energy Agency (IRENA), a Agência Internacional de Energia Renovável, o mundo adicionou quase 257 gigawatts de energia renovável em 2021. É o segundo ano em que o aumento fica neste patamar, após o valor ter dobrado em 2020 em comparação ao ano anterior.

O uso da bioenergia pode ser dividido em duas categorias: tradicional e moderna. A tradicional é relativa ao uso de combustão de biomassa em formas de madeira, resíduos animais e carvão vegetal tradicional. Já as tecnologias modernas ajudam na criação de biocombustíveis produzidos a partir do bagaço de vários vegetais. Atualmente, cerca de ¾ do uso mundial de energia renovável envolve bioenergia, mas esse valor precisa se expandir para que os países atinjam suas metas.

Esse tipo de energia representa cerca de 10% do consumo total de energia final mundial. Em 2021, o Brasil gerou um pouco mais de 16 mil MW vindo de bioenergia, segundo a IRENA. Por possuir bastante biomassa e investimentos na área, o país é cotado para ser um dos líderes mundiais em biocombustíveis. Afinal, o Brasil possui a maior frota de veículos flexíveis que podem rodar com bioetanol.

Além do investimento em bioenergia, a compensação de carbono também ajuda a zerar as emissões. Essa opção contribui para que governos e empresas alcancem suas metas de sustentabilidade por meio da neutralização das emissões com a compra de créditos de carbono de projetos que evitam ou reduzem a emissão de CO2.

A partir da aquisição da Gás Verde, a Urca Energia se tornou a maior produtora de biometano do país, um biocombustível sustentável que contribui para a preservação do meio ambiente e tem grande potencial para transformar a matriz energética das empresas brasileiras.

O biometano é a solução ideal para a sua estratégia ESG (Ambiental, Social e Governança, em português), já que é produzido a partir do biogás de aterros sanitários e passa por um tratamento e purificação até chegar à forma final de um gás purificado, verde e limpo.

A EVA Energia atua na geração distribuída de energia renovável para empresas de diferentes portes, oferecendo soluções sustentáveis.

Comprometida com o meio ambiente, a EVA gera energia a partir de usinas próprias de biogás de aterros sanitários e suinocultura. Juntas, elas somam cerca de 20MW de capacidade instalada e ainda contribuem para a economia circular, ao mesmo tempo que geram economia na conta de luz das empresas.

A economia circular também é uma alternativa que impacta não somente a emissão de CO2, mas também a sustentabilidade. A ideia que vai além da reciclagem, propõe o reaproveitamento das matérias utilizadas em toda a cadeia, gerando um ciclo. Portanto, é possível zerar as emissões de CO2, mas será preciso que todos os países e sociedade se empenhem nessa meta. E sua empresa, quais ações já utiliza para essa diminuição?

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