Qual o futuro do GNL no país?

O futuro do GNL no país

O mercado GNL tem evoluído com as inovações tecnológicas, abrindo novas oportunidades de investimento. Entenda como o recurso é explorado no país.

Qual o futuro do GNL no Brasil? O gás natural será o principal combustível de transição para a economia de baixo carbono, pois é o combustível fóssil que emite a menor quantidade de poluentes. Ele é encontrado em reservatórios no subsolo que podem ou não estar associados ao petróleo. 

O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos gasosos que quando resfriado a -163ºC se torna o gás natural liquefeito (GNL). Esse processo ocorre, pois facilita o transporte do gás, dando mais segurança à operação e ampliando o escoamento do recurso. 

Embora o país tenha muitos campos de petróleo e gás a serem explorados, a falta de investimentos e legislação mais simples dificulta o processo e acaba atrasando o desenvolvimento da área no país. Entenda melhor as perspectivas para o GNL nos próximos anos.

O que é a nova lei do gás? 

O uso do gás no Brasil é pouco expressivo, cerca de 10% da oferta primária de energia. As dificuldades para desenvolver o mercado são diversas: produção predominantemente no mar, pouca infraestrutura de escoamento e distribuição, pouca aderência de consumidores na indústria e no setor automotivo e leis burocráticas. 

Um dos grandes impeditivos do desenvolvimento da exploração de gás no Brasil são as leis vigentes. Para tentar mudar isso, a nova lei do gás traz propostas que quebram o monopólio da Petrobras no transporte, desburocratiza a construção de gasodutos e permite a livre concorrência. 

Mesmo que as mudanças propostas sejam positivas, é importante que o texto do projeto seja aprimorado, a fim de que realmente impulsione o setor e atraia investimentos para a construção de infraestrutura essencial. Afinal, não é suficiente fazer investimentos no lado da oferta do gás, sem que haja investimentos na demanda. 

A proposta tem a intenção de reduzir o preço do gás em até 40% nos próximos dois anos. Essa ação aumentaria os investimentos, diversificando o número de empresas que atuam no segmento. O objetivo a longo prazo é que o GNL substitua o diesel, que é o combustível utilizados em caminhões no Brasil, e se torne a fonte primária utilizada nas indústrias. 

Como o petróleo e o gás do pré-sal impactam no futuro do GNL? 

A oferta que vem do pré-sal é de gás natural associado à produção de petróleo. Isso significa que é uma oferta de gás firme. Assim, essa condição exige uma demanda consistente, como uso em indústrias, termelétricas na base, residencial e veicular. Caso contrário, os investidores vão preferir reinjetar o gás nos reservatórios do que transformá-los em GNL e realizar o escoamento. A consequência é que o gás reinjetado não traz riqueza, arrecadação e empregos para o país. 

Em maio de 2020, segundo o boletim do Ministério de Minas e Energia, foram reinjetados mais de 52 milhões de metros cúbicos/dia, ou seja, 42% de tudo produzido voltou aos poços, reforçando que o problema é no escoamento e demanda e não na produção.

A expectativa é que nos próximos dez anos a oferta dobre com o gás que virá das reservas do pré-sal. Do ponto de vista de competitividade, o aumento da produção garantirá a concorrência de preço na comercialização entre o gás importado e o do pré-sal. Por isso é urgente que a lei do gás traga mudanças no ambiente regulatório, potencializando o desenvolvimento da economia brasileira. 

Além de todos os benefícios elencados, o investimento em gás traz mais segurança energética para o país. Assim, fica mais fácil gerenciar e utilizar outros recursos sem ficar vulnerável às adversidades climáticas que podem impactar na geração eólica e de hidrelétricas, por exemplo. 

Portanto, podemos perceber que o futuro do GNL no país é promissor, mas que há urgência de mudanças de leis, para facilitar o investimento e ampliação de projetos. Afinal, a exploração e produção do gás natural liquefeito exige garantia financeira estável para diluir os investimentos. Gostou do nosso conteúdo? Tem alguma dúvida sobre o tema? Então, deixe o seu comentário no post.

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