O impacto das regulações em setores econômicos na gestão de ativos

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Entenda o que é a gestão de ativos, como as regulações impactam todo o setor e porque isso é importante para os investimentos.

Para realizar uma boa gestão de ativos, é importante entender as regulações que atuam no setor. No caso da energia, há uma clara tendência à inovação e uso de tecnologia em busca de uma matriz limpa e renovável.

A gestão de ativos considera, além dos próprios ativos físicos tangíveis ou não, ativos financeiros, pessoas e tudo que é relevante em um processo dentro de um ambiente regulado. Neste contexto, na hora de investir, é fundamental entender as regulações que diferenciam os setores, como infraestrutura, petróleo, gás, água e energia, pois em certos momentos, esses ativos caminham juntos.

As regulações de cada setor no Brasil

As regulamentações são partes importantes da análise de riscos, pois trazem segurança jurídica aos investidores. Assim, no Brasil, realizar gestão de ativos no setor energético implica em entender as regulações de alguns agentes.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por exemplo, é uma autarquia vinculada ao governo federal. Ela é responsável por supervisionar as políticas e diretrizes do governo quanto ao uso e desenvolvimento do setor elétrico. Em outros países, os contratos de energia são diferentes do modelo no Brasil.

A Colômbia e o Peru, por exemplo, optam por contratos de curto prazo, com intenção de seguir as tendências do mercado em tempo real, o chamado grass pool. O Reino Unido e Portugal utilizam o estilo net pool, em que os geradores possuem liberdade de realizar negociações bilaterais com comerciantes varejistas. Esse modelo híbrido é uma junção entre grass pool e tight pool, modelo seguido pelo Brasil e Chile.

Já o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é responsável por coordenar e controlar a operação da geração e transmissão de energia elétrica em todo o país. O petróleo e gás são regidos pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que além de fiscalizar o setor, pode aplicar sanções administrativas e monetárias e conceder autorizações.

O futuro da gestão de ativos no mercado de energia

O Brasil possui mais de 4000 agentes investindo no mercado de geração de energia elétrica. Ou seja, como esse mercado é muito amplo, sendo impactado por vários setores e regulado por vários órgãos, entender a posição e importância de cada um é fundamental.

De maneira positiva, o setor de energia vem se transformando, abrindo lugar para novas tecnologias. Isso gera diversas possibilidades de exploração e eleva técnicas em prol do meio ambiente.

Os estudos da British Petroleum (PB) indicam que até 2040, 48% da energia usada no Brasil virá de fontes limpas e renováveis. Além disso, os avanços tecnológicos na área de baterias e mobilidade elétrica apontam para uma otimização de custos e facilidade na hora de comercializar.

Com a pandemia, as energias renováveis se tornaram um meio de recuperação econômica em todo mundo. No Brasil, a energia solar cresceu 58% somente em 2020 e as fontes renováveis, como eólica, solar e biomassa têm ganhado cada vez mais destaque nos planos nacionais de energia, organizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Assim, a tendência é de que o mercado de energia, principalmente as regras que normatizam as renováveis, mudem com o passar dos anos para acompanhar os avanços do setor.

Portanto, além de analisar os riscos dos financiamentos, entender a regulação e os movimentos do mercado são fundamentais para uma boa gestão de ativos. Se você gostou do texto e quer investir nessa área, entre em contato conosco.

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