CDR: entenda o que é o combustível derivado de resíduos!

combustível derivado de resíduos
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O Combustível Derivado de Resíduos é uma alternativa tecnológica que estimula o mercado e traz grandes benefícios para o meio ambiente!

Você sabe o que é o combustível derivado de resíduos? O CDR é um combustível derivado de materiais que não podem ser utilizados no processo de biodigestão, sendo destinados para alimentação de fornos industriais. Esse tipo de lixo é triturado em máquinas específicas, conseguindo reaproveitar tudo aquilo que não é orgânico, nem reciclável.

Na prática, esse resíduo se torna combustível para essas máquinas, criando uma nova cadeia de valor e estimulando a economia circular. Assim, os rejeitos da coleta seletiva que não teriam outra finalidade, podem se tornar combustível. Isso estimula a redução de uso de combustíveis fósseis, como carvão mineral e, consequentemente, reduzindo a emissão de CO2 na atmosfera. Para entender melhor, leia o conteúdo até o final!

O que é o combustível derivado de resíduos?

Antes de se tornar combustível, os resíduos são separados em sólidos urbanos e industriais não-perigosos, passando por uma triagem a fim de que se tenha a melhor proporção entre materiais secos e úmidos.

Normalmente, esses resíduos comerciais são compostos por plástico, papel, têxteis, madeira, minerais e embalagens compostas. Assim, como possuem alto poder calorífico são utilizados na incineração de caldeiras para produção de cimento, cal ou até utilizados em centrais elétricas movidas a combustíveis alternativos.

Depois da trituração, o material é peneirado e separado por meio do classificador de ar. Em seguida, separa-se os materiais ferrosos e não-ferrosos, finalizando na separação com uso de sensores ópticos com a tecnologia NIR (espectrometria próxima ao infravermelho).

Uma das vantagens do seu uso é a possibilidade de reutilização de um material que não teria finalidade de reciclagem, ajudando na adequação da empresa à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Pelo alto poder calorífico do lixo, os materiais se destroem completamente, sem gerar passivos ambientais.

Como essas iniciativas estimulam uma economia circular?

As empresas, sociedade e governos têm buscado ao longo dos anos alternativas de “Reduzir, Reutilizar e Reciclar” o lixo. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os sete bilhões de habitantes do mundo produzem 1,4 bilhão de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU). Uma média de 1,2kg de lixo por dia per capita. Ou seja, o problema é global e é fundamental que iniciativas sejam estimuladas para diminuir a geração do lixo e aumentar o tempo de vida útil de cada material. Essa mudança de hábito cria uma economia circular.

Em uma economia linear, é comum que o crescimento econômico estimule o consumo de recursos, tornando esse modelo insustentável a longo prazo. No caso da economia circular, substitui-se a ideia de que a matéria tem um fim, propondo ações de redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia, em um processo contínuo, como ocorre nos ecossistemas naturais.

Portanto, no caso de materiais que não podem ser reciclados, há o processamento que gera o combustível derivado de resíduos. Assim, o modelo torna-se uma alternativa para dar um novo ciclo ao material, não apenas ajudando na preservação do meio ambiente, mas também estimulando a economia.

Uma resolução assinada em 2020 pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) estabeleceu diretrizes e condições para o licenciamento de unidades de preparo de CDR e da atividade de geração de energia proveniente desse material. A resolução ampliou também as possibilidades de uso desse tipo de combustível, até então restrito aos fornos de cimenteiras, caldeiras e usina de biomassa.

Embora o uso do combustível derivado de resíduos ainda seja pequeno no Brasil, a ampliação do debate e a criação de leis e normativas que regulam esse modelo é importante para estimular o setor. E, você? Já conhecia esse tipo de combustível? Deixe o seu comentário no post!

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