O papel das termelétricas na redução das tarifas de energia!

4 minutos de leitura

Nos próximos anos, as termelétricas ganharão espaço na matriz brasileira, movimentando milhões de reais na modernização e instalação de novas unidades.

Você sabe como funcionam as termelétricas e como elas podem ajudar na redução das tarifas de energia? No país, durante muitos anos, a geração de energia se deu quase que exclusivamente pelas usinas hidrelétricas. Contudo, essa fonte única já trouxe prejuízos, quando o período de escassez de chuvas se alongava, diminuindo a capacidade energética e gerando apagões e alta nas taxas de energia. 

Dessa forma, houve a necessidade de expandir e adicionar novas fontes produtoras ao sistema energético brasileiro, a fim de gerar diversificação e segurança na matriz, e as termelétricas são uma dessas opções. Para entender melhor sobre esse modelo e quais os benefícios do seu investimento, continue lendo este conteúdo. 

Qual a importância das termelétricas no Brasil? 

Uma usina termelétrica é uma instalação industrial de geração de energia elétrica, que utiliza qualquer produto que possa gerar calor, como bagaço, restos de madeira, óleo combustível, gás natural, óleo diesel, carvão mineral ou urânio enriquecido. 

O sistema elétrico brasileiro precisa aumentar a segurança da rede e fazer frente à intermitência das fontes renováveis. Afinal, essas fontes ainda não conseguem garantir um grande fluxo de energia, deixando a produção refém da sazonalidade. Assim, até 2030, o governo tem o objetivo de modernizar e investir no conjunto de termelétricas no país, dando destaque àquelas que utilizam no gás natural como insumo.

Ao investir em termelétricas, é possível aumentar a previsibilidade dos custos e atender melhor às diversas demandas. As usinas movidas a carvão ou nucleares são ideias para fornecimento constante, atendendo a demanda de base. Já as termelétricas a diesel e óleo são apropriadas à demanda de ponta e as usinas de gás natural podem ser projetadas para atender demandas de ponta, bem como uma operação mais constante. 

Por que esse modelo pode ser uma solução para a redução das tarifas?

Diferentemente de muitos países no mundo, o Brasil tem uma grande competitividade de preços de energias renováveis, mas por que a tarifa de energia para o consumidor final não diminui?

A resposta são os subsídios concedidos em conjunto com os impostos e tributos, que podem chegar a 50% da conta de luz. Mas, além desses fatores, também ocorre a predominância de oferta de energia em fontes intermitentes, como hidrelétricas, eólica e solar. Assim, por serem fontes que não possibilitam de modo facilitado o armazenamento de insumos, o valor é determinado conforme a oferta/demanda do momento. 

Por isso, a solução está no investimento de termelétricas. Ao modernizar os modelos existentes e criar novas usinas movidas a gás natural ou carvão mineral, é possível reduzir os gastos em milhões de reais. De fato, se o governo tivesse investido nessas mudanças desde o início da década, já seria perceptível a melhora. Contudo ainda há tempo para esses investimentos. 

Portanto, investir em térmicas a gás natural é necessário, pois são mais eficientes e mais baratas que as usinas de ciclo aberto, permitindo a redução das tarifas. Afinal, as térmicas ajudariam na diminuição de oscilação entre oferta e demanda. 

O PDE 2029 já considera essa expansão em um terço das usinas de gás natural e os dois terços restantes seriam de renováveis, como eólica e solar. Essa expansão pode atrair mais investimentos na infraestrutura, escoamento e processamento de gás natural nacional, gerando mais empregos e renda no setor, e reduzindo as tarifas de energia para o consumidor final. 

Assim, as termelétricas têm um papel estratégico na redução das tarifas de energia, bem como trazem mais segurança e estabilidade para a matriz brasileira. Gostou desse conteúdo? Quer entender melhor como funciona uma usina termelétrica? Então, leia este conteúdo no nosso blog. Quer saber como é o mercado de termelétricas no Brasil? Acesse 10esse conteúdo e saiba mais.

Comente

Não há comentários sobre este post. Seja o primeiro.

Deixe um comentário