O mercado de energia em 2022 no Brasil foi resiliente e teve a energia solar como uma das principais fontes de crescimento no ano. O setor elétrico passou por mudanças importantes dentro e fora do país.
Em maio de 2022, o Brasil deu os primeiros passos para a regulação do mercado de carbono a partir da promulgação do decreto nº 11.075/2022. Apesar de ter deixado várias lacunas acerca desse assunto, o texto estabeleceu as bases para regulamentar o mercado de carbono nacional, o que é esperado há 13 anos desde a criação da lei que instituiu a Política Nacional sobre Mudanças do Clima.
Com a retomada das atividades no pós pandemia, houve um aumento de consumo de energia elétrica no Brasil. Principalmente, os setores de bebidas, alimentos e serviços foram responsáveis pela alta de 1,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o levantamento do CCEE, no primeiro semestre de 2022, o país consumiu 66,02 MW médios de energia elétrica.
Desde o início dos ataques da Rússia à Ucrânia, em fevereiro de 2022, o tema energético entrou em pauta, mostrando a urgência em acelerar a transição energética mundial, principalmente no caso dos países europeus.
O mercado de carbono surgiu a partir de 1997, na COP 3, no Japão. Foi com o Protocolo de Kyoto que foram instituídas as primeiras regras para os mercados regulados e a permissão para criação de mercados voluntários. De lá para cá, países foram aderindo ao mercado e criando iniciativas próprias.
A possível suspensão de reajustes do setor elétrico vem causando incertezas no mercado. Devido à escassez de chuvas ocorrida em 2020 e 2021, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) liberou novos aumentos nas taxas de energia.
Qual a expectativa para o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2031? Desde janeiro de 2022, o MME voltou sua atenção para o PDE 2031, abrindo a consulta pública para o recebimento de contribuições por parte da sociedade. Ao encerrar o prazo, em fevereiro, foi registrada a participação de mais de 50 instituições.
A transição energética é um assunto que se tornou tendência em muitos países. Com o avanço do aquecimento global e suas consequências, há uma necessidade urgente de migração para uma economia de baixo carbono.
Como será o consumo de energia no Brasil na próxima década? O setor de energia do país e de todo o mundo vem passando por uma transição com o objetivo de promover descarbonização, digitalização e descentralização (3Ds).
Como a crise energética está impactando a mobilidade? Tradicionalmente, os principais meios de transporte, como carros, motocicletas, ônibus, caminhões e aeronaves utilizam combustíveis fósseis para o seu funcionamento. Contudo, com a necessidade da transição energética para a manutenção do meio ambiente e as crises que vêm ocorrendo não só no Brasil, surge a necessidade de pensar no futuro da mobilidade e os veículos elétricos despontam como a solução