Um panorama da energia solar no Brasil

Entre 2019 e 2022, a geração distribuída de fonte solar deu um salto no Brasil, muito impactada pela escassez hídrica e crescimento do valor da conta de energia. Entenda melhor.

O crescimento da demanda pela energia solar no Brasil reflete a tendência que é observada no mundo todo pela busca de alternativas aos combustíveis fósseis. Além de vários alertas emitidos por especialistas em torno do aumento do aquecimento global causado por gases de efeito estufa, a guerra entre Rússia e Ucrânia ressaltou a urgência da necessidade dos países, sobretudo europeus, em investir em outras fontes de energia para evitar a dependência do gás russo.

Por conta de todo esse contexto, o mundo está empenhado em investir em fontes renováveis de energia, nas quais o Brasil obtém lugar de destaque devido às suas características geográficas e a abundante oferta de recursos naturais.

Diante disso, espera-se que, no médio prazo, o país se torne o protagonista no que se refere a energia limpa, especialmente com relação a energia solar. Segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), no ano de 2022, a energia solar no Brasil entrou para a lista dos dez maiores mercados desse quesito e tende a escalar ainda mais.

Veja, a seguir, o panorama da energia solar no Brasil.

O crescimento da solar no Brasil

O mundo tem adotado a energia solar rapidamente na última década. De fato, muitos países lançaram programas de energia solar para reduzir sua dependência a combustíveis fósseis, e, no Brasil, não é diferente. Espera-se que, em breve, essa fonte de energia ultrapasse a energia eólica, com 22,4 GW, e se torne a segunda maior da matriz brasileira, atrás somente da hidrelétrica.

Conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o ritmo de investimentos na energia solar tem crescido exponencialmente, sobretudo se tratando da geração distribuída. Atualmente, temos 18,7 GW de potência instalada, sendo 12,7 GW de geração distribuída e 6 GW de geração centralizada.

Nos primeiros oito meses do ano, foram criados 3,5 GW de geração distribuída, com previsão de serem instalados no mínimo mais 4 GW desse tipo, segundo a Associação Brasileira de Geração Distribuída (AGBD), além de 2,3 GW de geração centralizada até o final do ano.

Se essa expectativa se cumprir, portanto, a energia solar no Brasil ultrapassará a eólica e se tornará a segunda maior da matriz elétrica do nosso país até o início de 2023, com 25 GW.

Para que esse acréscimo se concretize, será preciso alguns fatores, como: condições micro e macroeconômicas que impactam os investimentos principalmente, câmbio, inflação e acesso ao crédito. Assim, se a projeção se efetivar, teremos um aumento de 91% da capacidade instalada ao comparar com 2021.

Políticas públicas para o desenvolvimento da energia solar no Brasil

Desde 2012, a energia solar já trouxe ao o país mais de R$ 90 bilhões em novos investimentos, R$ 24,6 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou mais de 514 mil empregos acumulados. Além disso, também evitou a emissão de 25,5 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.

O crescimento da energia solar no Brasil deve-se às políticas públicas, bem como ao investimento da iniciativa privada e ao aumento do interesse do consumidor. Segundo a consultoria Greener, apenas no primeiro semestre de 2022, o mercado brasileiro de GD e de geração centralizada deve movimentar R$ 35 bilhões em investimentos nos curto e médio prazos.

Segundo o Presidente da ABsolar, o crescimento deve se manter alto até o fim de 2023, principalmente, pela data limite de 6 de janeiro de 2023 de protocolação de projetos, para garantir os descontos no sistema até 2045.

O Brasil se comprometeu a atingir a neutralidade de emissões até 2050 e a reduzir suas emissões em 50%.  Por isso, é fundamental que os governos se mobilizem para alcançar as metas.

Nesse sentido, investir nas energias renováveis é interessante, pois, além das metas ambientais, estimula-se a economia e evita que o país fique refém das flutuações de preços de combustível no mercado mundial ou da disponibilidade dos recursos hídricos.

Com o aumento dos investimentos em tecnologia, as fontes renováveis têm diminuído os custos de implantação e o preço para os consumidores finais, aumentando a competitividade e diminuindo as emissões. Para saber mais sobre projetos de energia solar, entre em contato conosco.

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