A importância do gás natural na transição energética

A importância do gás natural na transição energética
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Como o gás natural pode ajudar na transição energética? Entenda a importância desse combustível e veja os investimentos do Brasil.

Qual a importância do gás natural na transição energética? A mudança da matriz energética dos países já é uma realidade. Contudo, cada nação opta por fontes que sejam mais interessantes para o cenário interno de seus países. Nesse sentido, o Brasil possui desafios específicos na aplicação do gás natural nesse processo, que vão desde questões mercadológicas até regulação de infraestrutura e logística.

Até 2040, a demanda global por combustível e energia deve ser quatro vezes maior do que era em 1990. Ou seja, é importante que não apenas a demanda energética aumente, mas que ela seja pautada em fontes limpas e renováveis. Assim, é fundamental que os países invistam na descarbonização da matriz energética e o gás natural é um dos caminhos possíveis para isso.

A importância do gás natural na transição energética

Embora as matrizes limpas e renováveis sejam as melhores opções para a descarbonização completa, muitos países elegeram o gás natural (GN) como o principal energético de transição. Isso acontece, pois é uma fonte primária de grande disponibilidade, possui um custo competitivo e, entre os combustíveis fósseis, tem o menor nível de emissão de CO2.

Historicamente, o Brasil sempre foi pobre em recursos gasíferos, tendo realizado importações de Gás Natural Liquefeito (GNL) em diversas ocasiões. Assim, com um elevado custo de gás importado, a oferta de gás sempre foi pouco competitiva internamente. Com as descobertas do pré-sal, há um potencial de oferta expressiva de GN para o mercado nacional. Sendo possível desenvolver um mercado firme para o gás, por meio de termelétricas que despacham na base do sistema elétrico.

Um estudo realizado pelo Instituto de Energia da PUC-Rio demonstrou que uma oferta de gás nacional a preços mais baixos que o gás importado permitiria aumentar o volume contratado na modalidade firme, com a respectiva redução da contratação flexível, sem gerar custos adicionais para os consumidores de energia elétrica. Contudo, o aproveitamento comercial desta oferta vai depender de enormes investimentos na infraestrutura de escoamento, processamento e logística de transporte e distribuição.

A lei do gás e o desenvolvimento do gás natural

Analisando o cenário do país, diante das limitações da expansão hídrica e da intermitência da geração eólica e solar, a geração térmica com gás natural se apresenta como o melhor modelo para expansão no curto e médio prazo. Assim, será possível trazer segurança energética e elétrica ao país.

Os principais desafios do setor são as dificuldades tributárias entre os municípios e estados, e os conflitos de interesse em relação à regulação no âmbito federal e estadual, em relação à distribuição. Assim, a nova Lei do Gás, sancionada em 2021, deve atrair investimentos e abrir o mercado desse gás, facilitando a transição energética.

Com a lei, o setor de gás natural brasileiro vai passar por uma transição que caminha para reduzir a concentração e verticalização da Petrobras, atual agente dominante. Assim, será possível estimular a entrada de novos agentes, reduzir as barreiras de acesso a infraestruturas essenciais, aumentar a transparência na formação de preços e gerar concorrência no setor de gás natural.

A GNPW tem um expertise em desenvolver projetos vencedores, como por exemplo, a maior termelétrica da américa latina que é a UTE Porto de Sergipe.

Para isso, conta com uma equipe para localizar o melhor local do empreendimento, licenciamento ambiental, tipo de combustível para a UTE e custos gerais para construir o empreendimento.

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