Com retração prevista de 7% na expansão em 2026, setor fotovoltaico revisa expectativas, cobra ajustes em rede e regulação e tenta transformar o freio em oportunidade de maturidade
O ano de 2025 marcou ponto de inflexão crítico: Brasil consolidava maior matriz elétrica renovável do mundo com 84,45% de fontes limpas e 215,6 gigawatts de potência total, enquanto concentração de CO2 atmosférico atingiu 425,4 partes por milhão, nível mais elevado em 800 mil anos. O paradoxo de recordes energéticos com crise climática que não desacelera.
Com o crescimento projetado de demanda energética por data centers ligado à inteligência artificial até 2028, biogás surge como uma alternativa de energia renovável capaz de fornecer energia constante (baseload) e reduzir emissões associadas à operação desses centros de dados.
Dados divulgados em dezembro revelam que novembro foi o terceiro mês mais quente já registrado, com ciclones devastadores na Ásia matando mais de 1.100 pessoas
A boa é que o crescimento das emissões começou a perder força; a má é que o ritmo ainda está longe do necessário para manter o aquecimento global dentro da meta de 1,5 °C.
A realização da COP30 em Belém marca mais do que um capítulo importante da diplomacia climática: ela reposiciona o Brasil no mapa global de capital como um dos destinos mais atrativos para investimentos em energia limpa, infraestrutura verde e bioeconomia. Ao combinar uma matriz elétrica já majoritariamente renovável com um pacote de novos compromissos, o país entra na fase pós‑COP30 com algo que investidores valorizam muito: direção clara, abundância de recursos naturais e um enorme espaço de crescimento em soluções sustentáveis.
2025 consolida a eletricidade no centro do sistema energético global, segundo o World Energy Outlook da IEA. Nesta “idade elétrica”, renováveis puxam crescimento, mas riscos geopolíticos, acesso desigual, infraestrutura defasada e persistência dos fósseis tornam indispensável cooperação entre governos, empresas e consumidores.
Com a COP30 em Belém, o Brasil tem a chance de se tornar uma superpotência da energia limpa. Analisamos o avanço da energia solar e eólica, os desafios de infraestrutura e o caminho para a liderança.
O Brasil entra oficialmente na rota da COP 30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA).
A IRENA divulgou um relatório que avalia o progresso global rumo às metas do UAE Consensus — acordo firmado na COP28 para triplicar a capacidade renovável e dobrar a eficiência energética até 2030. O estudo mostra um avanço expressivo na geração limpa, com 582 GW adicionados em 2024, mas alerta que a intensidade energética global melhorou apenas 1%, quando seria necessário um avanço anual de 4% a 5%. O documento destaca a urgência de políticas públicas, investimentos e cooperação internacional para evitar que a transição energética perca ritmo antes da COP30 no Brasil.