Crise energética e o futuro da mobilidade elétrica

Crise energética e o futuro da mobilidade elétrica

A crise energética é o melhor momento para pensar sobre os veículos elétricos e propor soluções para a mobilidade urbana.

Como a crise energética está impactando a mobilidade? Tradicionalmente, os principais meios de transporte, como carros, motocicletas, ônibus, caminhões e aeronaves utilizam combustíveis fósseis para o seu funcionamento. Contudo, com a necessidade da transição energética para a manutenção do meio ambiente e as crises que vêm ocorrendo não só no Brasil, surge a necessidade de pensar no futuro da mobilidade e os veículos elétricos despontam como a solução.

Inicialmente pode parecer uma relação paradoxal, afinal, se há uma crise energética, como os veículos elétricos podem substituir os tradicionais movidos a combustíveis fósseis? Mas a resposta está no planejamento. Conforme as cidades vão crescendo, a mobilidade sustentável se torna um desafio. Nesse sentido, a revolução digital e as energias renováveis vão revolucionar o sistema de mobilidade nas cidades.

A relação da crise energética e o futuro da mobilidade

Segundo a Agência Europeia de Meio Ambiente (AEMA), as cidades ocupam apenas 2% da superfície terrestre. Porém, o grande problema ocorre quando as pessoas se concentram nesses locais.

Em 2019, segundo a ONU, 56% da população mundial morava em cidades, sendo que mais de 500 municípios excedem um milhão de habitantes. Além disso, há locais que excedem 20 milhões de habitantes, como Tóquio, Nova Déli, Xangai, São Paulo e Cidade do México. Somando todas as cidades, elas consomem 70% da energia mundial, causando problemas de abastecimento, bem como de mobilidade.

Assim, com a aceleração da urbanização nos últimos anos, o futuro da mobilidade começa a ser colocado em pauta. Como será possível atender toda a população com a energia necessária e ao mesmo tempo cuidar do planeta?

A resposta está em uma junção de soluções, como as smart cities, o big data, machine learning, veículos elétricos e energias renováveis e sustentáveis. No setor de energia, por exemplo, é preciso superar alguns obstáculos, como o desperdício de energia — seja em equipamentos obsoletos ou em processos produtivos — e o aumento da produção energética por meio de fontes limpas e renováveis.

Dessa forma, a crise energética não afetará o abastecimento da população e ainda poderá ser utilizado como fonte para um modelo de mobilidade consciente, tendo os veículos elétricos como fonte propulsora.

O futuro da mobilidade elétrica no Brasil

Quando se fala de veículos elétricos, muito se pensa sobre o abastecimento desses carros que poderia sobrecarregar a oferta, que no Brasil, já fica escassa em alguns momentos de crise. Porém, o impacto que eles poderiam causar frente ao consumo nacional é pequeno.

De acordo com os estudos realizados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), em 2035, teremos mais de 60% dos veículos brasileiros elétricos, que consumirão apenas 1,5% do volume nacional de energia produzida. Ou seja, o novo modelo não deve ser considerado como um vilão para a geração de energia.

O grande problema nesse cenário é que o Brasil está bastante atrasado tanto em planejamento como na implementação de infraestrutura para conseguir estimular os modelos elétricos. A Noruega, por exemplo, se tornou em 2020 o primeiro país do mundo em que os carros elétricos representaram mais de 50% dos novos emplacamentos dos últimos 12 meses.

Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), em 2021, o Brasil possuía uma frota estimada de 60 mil carros movidos a energia elétrica, do total de 58 milhões de automóveis registrados. Ou seja, um valor ainda muito pequeno.

Atualmente, há dois impeditivos que dificultam esse desenvolvimento. Primeiramente, o valor desses modelos de carro supera a casa dos R$ 100 mil, além da falta de infraestrutura nas cidades, para a possibilidade de eletropostos para recargas.

O Brasil já possui uma matriz de energia limpa e renovável e tem visto os investimentos em energia gerada através do Biogás, Fotovoltaica e de Termelétricas crescerem nos últimos anos. Portanto, é preciso aproveitar as mudanças do mercado e incentivar o modelo para que o país consiga acompanhar as tendências. Se você gostou do conteúdo, siga-nos nas redes sociais e não perca nenhuma novidade.

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